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Situada ao sul de Salvador no Arquipélago de Tinharé uma área de proteção ambiental (APA), composto por trinta e seis ilhas, sendo as três maiores e habitadas a Ilha de Tinharé, Ilha de Boipeba e a Ilha de Cairu. Cercada pelo Oceano Atlântico de um lado e a foz do Rio do Inferno do outro, Boipeba é um paraíso ainda preservado e escondido na Bahia.
O local é
paradisíaco, reunindo 20 quilômetros de praias semi-desertas
como as praias do Tassimirim, Cueira, Moreré,
Bainema e a mais deserta de todas Ponta dos Castelhanos,
piscinas naturais, águas mornas, manguezais e uma extensa área
de vegetação nativa da Mata Atlântica faz de Boipeba o paraíso a ser descoberto.
Praia lotada? Em Boipeba não, a faixa de areia é
limpa e espaçosa, garantindo um lugar reservado ao sol, ideal para
o descanso e o relaxamento. Entre os povoados com casas de pescadores e bancos
de areia no meio do mar, Boipeba é perfeito para fugir
da correria da cidade, andar descalço na areia, relaxar e esquecer
dos problemas.
Boca da Barra - Na Ilha de Boipeba as praias são as maiores atrações para
se visitar. A Boca da Barra é a mais movimentada, contendo algumas das
melhores pousadas de Boipeba e os quiosques mais frequentados da Ilha. Fica pertinho
da vila, nesta praia as águas do rio do inferno se encontram com o mar.
Outeiro - Ao lado da praia Boca da Barra fica a praia do Outeiro, que nos dá uma
idéia de beleza e extensão das praias que virão logo
a seguir.
Separada da Praia da Boca da Barra apenas por uma pequena curva onde a água
já começa a clarear e formar boas áreas para banho na
maré alta. Algumas das boas pousadas da ilha encontram-se nesta praia.
Pedrinhas - Saindo da praia do Outeiro, passando por uma trilha que também dá acesso às
outras praias, encontramos uma pequena praia cheia de pedrinhas lisas e redondas,
daí o nome de praia das Pedrinhas, há apenas um restaurante
e uma pequena pousada nesta praia.
Tassimirim - A mesma trilha da praia das Pedrinhas nos leva à praia de Tassimirim,
com seus vastos coqueirais e recifes onde diariamente nativos
da ilha tiram seu sustendo através da pesca nessa praia. Na maré baixa
forma-se piscinas naturais pouco freqüentada, uma boa opção
para alugar um snork e mergulhar nas águas rasas e claras desta praia.
Vale à pena
visitar a Barraca Tassimirim de uma nativa chamada Dona Antonina que ainda
cozinha com seus filhos em forno á lenha e em panela de barro.
Cueira - Na continuação da praia de Tassimirim chegamos à praia
da Cueira, considerada a mais fotogênica de todas as praias da ilha. É uma
praia extensa, de areia branca e cercada por coqueiros. Boa pra banho e utilizada
pelos jovens nativos na prática do surf. No final desta praia chega-se
ao Rio do Oritibe, onde só é possível cruzá-lo
na maré baixa e devidamente calçado, pois no fundo do rio possui
algumas ostras.
Moreré - È um reduto de descanso, ideal para quem busca paz e
serenidade, durante o dia as piscinas naturais pedem uma visita para mergulho
esportivo com snork onde é possível contato inesquecível
com os peixinhos chamados de capiaçava que deixam boquiabertos qualquer
visitante. Em Moreré há uma pequena vila de pescadores, menor
que a vila de Boipeba, habitada por famílias que vivem basicamente
da pesca e artesanato. A Praia de Moreré está entre as praias
mais bonitas do Brasil, classificada pelo Guia Quatro Rodas, aqui é para
esquecer-se da civilização, viver em um ambiente rústico
e paradisíaco.
Bainema - Na praia de Bainema não há pousadas nem restaurantes, apenas algumas
casas de veraneio. É uma praia extensa e praticamente deserta, cheia de
coqueirais e piscinas naturais, com águas bastante calmas. No final desta
praia mora um nativo pescador com sua família em uma cabana montada na
beira da praia há alguns anos. Vale a pena conhecer o coqueiro com duas
galhas e as piscinas naturais do Bainema que ainda é muito preservada.
Ponta dos Castelhanos - A praia de Ponta dos Castelhanos é um lugar semi-deserto, sem infra-estrutura
turística, área repleta de recifes e corais formando piscinas
naturais pouco freqüentada e ainda muito preservada. Vale a pena visitar
o Rio do Oritibe onde possui um rico ecossistema, três tipos de mangue,
crustáceos como caranguejo, siri, lambreta entre outros.
O nome desta praia vem do famoso naufrágio ocorrido no ano de 1534,
do navio espanhol “Madre de Diós”.
Velha Boipeba
Na vila de Velha Boipeba ainda é possível encontrar casas feitas
de pau-a-pique, como antes a maioria das casas por aqui eram feitas nesse
estilo. Na Rua do Ribeirinho, em frente a um belo jardim encontra-se o Museu
de Ossos, que reúne um acervo de curiosidades da ilha, incluindo ossos
de baleia e de vários outros peixes; o responsável por esse
museu é um senhor muito simpático conhecido por todos como
Sr. Tavinho.
Há ainda o patrimônio histórico, como a Igreja do Divino
Espírito Santo, construída pelos padres jesuítas. A
igreja reúne altares neoclássicos e azulejos com temas bíblicos.
Além disso, é possível conhecer a Casa de Farinha, ainda
em estilo colonial, onde até hoje se fabrica a farinha de mandioca,
muito usada na culinária baiana; e o Roldão, lugar onde é produzido
o azeite de dendê.
Outra opção para se conhecer na vila é o Morro do Quebra
Cu, um mirante onde é possível visualizar toda a ilha, aos
fins de tarde o pôr do sol visto do mirante é espetacular.
Monte Alegre
Pertinho de Moreré fica a vila de Monte Alegre, tão pequena
quanto a sua vizinha Moreré, possui a mesma rusticidade e um estilo
de vida bem pacato. Essa vila foi formada através de escravos que
fugiam de seus senhores e acabaram se refugiando e formando quilombos, onde
hoje é a vila de Monte Alegre. Em 2006 foi reconhecido como comunidade
Quilombola pela Fundação Palmares.
Moreré
Situada a Leste da ilha, é uma das principais comunidades de pescadores
de Boipeba. É um vilarejo menor que Velha Boipeba, casas de pau-a-pique,
fogão à lenha, poucas ruas e cerca de 100 moradores. Sua estrutura é bem
interessante, não possui ruas calçadas, o desembarque de pessoas é feito
na praia e um telefone público é usado por todos os moradores.
Dispõe de três boas pousadas e restaurantes à beira mar.
São Sebastião ( Cova da Onça
)
Ao sul da Ilha
de Boipeba fica o povoado de São Sebastião,
mais conhecido como Cova da Onça. Esse nome é devido a uma
cova escavada pelos padres jesuítas no século XVII, utilizado
por eles para se esconderem dos índios quando os atacavam. Esse túnel
diz a lenda que liga São Sebastião à vila de Boipeba,
saindo mais precisamente na Igreja do Divino Espírito Santo, porém
essa parte da abertura do túnel foi fechada, onde hoje é o
altar da Igreja. São Sebastião também é uma vila
de pescadores onde a maioria é descendente de holandeses.
Em Boipeba existem inúmeras opções de passeios, começando pelas praias que se entendem por 20 km de extensão com uma enorme variedade no seu ecossistema. A história do local é bem interessante, caminhar pelas ruas do vilarejo conhecer pessoas como o senhor Tavinho "cabeleira" que possui em sua casa uma espécie de museu de ossos de baleia.
A canoa de pescadores subindo o rio da Piã entre os canais estreitos e longo de manguezais nos aproxima das variedades de crustáceos que vivem no mangue. As caminhas pelo centro da ilha é encantador por causa da mata atlântica e suas enormes arvores centenária.
Avião saindo do Aeroporto Internacional de Salvador para Boipeba em
apenas 30 minutos de voo, R$ 340,00 por pessoa e por trecho:
Salvador / Boipeba
Horários: 08:30 - 12:30 e 15:30
Boipeba / Salvador
Horários: 09:15 - 13:15 e 16:15
Transporte Marítimo com Jipe 4X4 - via Morro de São Paulo
Saídas do terminal marítimo de Salvador com destino á
Morro de São Paulo de catamarã levando em média 2hs
de viagem. Chegando em Morro de São Paulo seguiremos caminhando do
porto até a segunda praia, onde partem os jipe toyota para Boipeba,
levando em média de 1 hora de viagem.
Transporte Rodoviário - via Itaparica e Valença
Saindo do aeroporto de Salvador até o terminal marítimo onde
pegaremos o barco para atravessarmos para Ilha de Itaparica, em Itaparica
pegaremos outro carro até a cidade de Valença onde partem as
lanchas rápidas para Ilha de Boipeba diariamente.
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